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    Diana - Flor Selvagem - 1978

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    Lista de Faixas:
    Em 1977 Diana desembarca de mala e cuia na RCA Victor, em 78 gravou um disco um tanto quanto obscuro, até no nome, em muitos lugares creditado simplesmente como "Diana", em outros como "Flor Selvagem" ou até como "Campo verde flor selvagem", enfim, escolha você o melhor título. É provavelmente o disco mais autoral da cantora, mas, o único destaque foi uma regravação de Odair José, no caso "Vida que não para", música até que coaduna com a temática do disco de falar de assuntos mais complexos, fugindo completamente do estilão romântico popularesco de outros anos, algo que voltaria posteriormente, visto a irregular década de 80 na carreira da cantora, confira!
    A trajetória de Diana, batizada como Ana Maria Siqueira Iório e carinhosamente apelidada de "A Cantora Apaixonada do Brasil", é um dos capítulos mais emblemáticos da música romântica e sentimental brasileira, especialmente durante a década de 1970. Nascida no Rio de Janeiro, ela iniciou sua trajetória artística no final dos anos 1960, surfando na transição da Jovem Guarda para um estilo que viria a ser popularmente conhecido como "brega", rótulo este que muitas vezes ignorava a sofisticação de suas produções e a força de sua interpretação vocal. O auge de sua popularidade aconteceu sob a produção de Raul Seixas, que na época trabalhava na gravadora CBS antes de se tornar o "Maluco Beleza", e que soube canalizar a melancolia e o carisma de Diana em arranjos que conquistaram as paradas de sucesso de todo o país. 
    Entre as joias de sua discografia, destaca-se "Ainda Queima a Esperança", lançada em 1971. A canção, composta por Raul Seixas em parceria com Mauro Motta, tornou-se um hino de resiliência amorosa, consolidando Diana como uma voz que dava vazão aos sentimentos mais profundos das massas. Logo em seguida, em 1972, ela lançou seu maior clássico: "Porque Brigamos". Trata-se de uma versão em português, escrita por Rossini Pinto, da música "I Am... I Said", do cantor americano Neil Diamond. A música não apenas definiu sua carreira, mas atravessou décadas, sendo regravada por diversos artistas contemporâneos e mantendo-se viva na memória afetiva do público brasileiro até hoje. 
    A vida pessoal de Diana também esteve sob os holofotes, principalmente devido ao seu turbulento casamento com o cantor Odair José, outro ícone da canção popular. A relação, marcada por idas e vindas dramáticas, alimentava as colunas sociais e refletia a intensidade das letras que ambos cantavam. Com o passar dos anos, Diana manteve uma carreira constante, ainda que longe dos grandes holofotes da mídia tradicional, realizando shows por todo o Brasil e sendo redescoberta por novas gerações de artistas que nela enxergavam uma precursora do pop romântico nacional. A artista faleceu em agosto de 2024, aos 76 anos, deixando um legado de autenticidade emocional e canções que permanecem como pilares da música sentimental brasileira.

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