Elino Julião foi um verdadeiro baluarte da cultura potiguar, tendo nascido em Timbaúba dos Batistas, no sertão do Rio Grande do Norte, no dia 13 de novembro de 1936. Desde cedo, ele absorveu a sonoridade das feiras e festas populares, o que moldou seu estilo único de fazer música. Ao longo de sua trajetória, ele transitou com muita naturalidade entre o forró tradicional e uma sonoridade mais romântica e popular, mergulhando de cabeça na chamada fase brega durante as décadas de 70 e 80. Nesse período, suas letras ganharam um tom ainda mais passional e direto, dialogando com o público das periferias e dos salões de dança de todo o país, sem nunca perder aquela malícia característica e o balanço nordestino que o consagraram como um artista do povo.
Essa versatilidade permitiu que ele sobrevivesse às mudanças do mercado fonográfico, adaptando seu ritmo sem abandonar a essência regional que o ligava ao seu estado natal. Elino era capaz de cantar a vida dura do sertanejo e, no momento seguinte, embalar romances com a mesma intensidade e carisma. Sua contribuição para a música brasileira foi interrompida em 20 de maio de 2006, quando ele faleceu em Natal, vítima de um aneurisma cerebral. Mesmo após sua partida, sua obra permanece viva como um registro histórico da alma nordestina, sendo celebrada por sua capacidade de unir gerações em torno de um forró autêntico, alegre e profundamente brasileiro.